sábado, 11 de junho de 2011

Entendeu?

E só uma reflexão: se eu gostasse do que escrevo, passaria a me ler. Tentaria entender os pensamentos daquele autor que, no caso, seria eu. Mas em algum conto ou poesia eu poderia não me identificar, assim não me identificaria comigo mesmo. E se eu escrevesse frases filosóficas, provérbios ou frases impactantes, eu poderia me citar? Aquela critica vulgar e sem um pingo de educação, como eu poderia fazê-la sem ofender-me? Aqueles trechos que escrevo, que não tem sentido para mim, algumas vezes encontrando sentido apenas para quem me lê, isso seria dizer que faria sentido para mim algo que para mim não tem sentido? E quando escrevo desabafos, que parecem invadir o peito de leitores, após desabafar e ler o que escrevi, iria precisar desabafar novamente? Muitas vezes os meus versos estão subentendidos por uma mulher, que não vai parar ali por acaso, é uma forma de tirá-la de mim, de afastar minha dor e afins, após realizar tal feito eu iria ler aquela forma de prisão, essa prisão poderia voltar para dentro de mim? Das hipóteses cabíveis que aqui sugeri, penso como é bom a primeira não acontecer – gostar do que escrevo – porque senão viriam a tona todas essas questões e sabe lá o que aconteceria.

Bife's

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